Em muitas organizações, o que mais conta na hora de promover alguém são os resultados de curto prazo.
Bateu a meta? Foi agressivo? Dominou os números?
Então é visto como um talento em ascensão.
O problema é que, quando os resultados são reconhecidos sem olhar para os comportamentos usados para alcançá-los, a empresa cria uma mensagem silenciosa:
"Aqui, o fim justifica os meios."
Com o tempo, o time aprende que:
→ O líder que entrega pode gritar com a equipe.
→ Aquele que atinge os números pode criar um ambiente de medo.
→ Quem gera resultado não precisa se preocupar com o impacto que causa nas pessoas.
Segundo a Harvard Business Review, empresas que consideram tanto resultados quanto comportamentos em suas avaliações têm até 30% menos rotatividade de liderança nos 12 meses seguintes.
Essa armadilha é perigosa porque ela é sistêmica.
Ela cria ciclos de liderança tóxica.
E, pior, afasta os talentos que realmente poderiam sustentar uma cultura saudável.